terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sawabona Shikoba


Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.

O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.

Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.

Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.

E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.

Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.

Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.

Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA , é um cumprimento usado no sul da África quer dizer: “Eu Te respeito, eu te Valorizo, você é importante pra mim”.

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é: “ Então eu existo pra você”

Flávio Gikovate



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Gatilhos emocionais

Conforme o padrão do fluxo emocional que coloquei anteriormente, agora fiz uma definição melhor dos gatilhos que é o estado inicial do fluxo.



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O presente é sempre saboroso

Você já notou uma coisa? O presente é sempre saboroso, o presente é sempre cheio de contentamento. 

Preocupações e sofrimentos são causados seja por aquilo que você queria ter feito no passado mas não pôde, seja por aquilo que você quer fazer no futuro e não sabe se será ou não capaz de fazer.

Você já reparou, já parou para pensar nessa pequena verdade - que não há sofrimento no presente, não há preocupações? É por isso que o presente não perturba a mente, é a ansiedade que perturba a mente. Não há sofrimento no presente. O presente não conhece o sofrimento, o presente é um momento tão pequeno que o sofrimento não pode caber nele.

No presente só cabe o Paraíso, nunca o Inferno. O Inferno é grande demais! O Presente só pode ser pacífico, só pode ser feliz.

Osho

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mapa de Reatividade Emocional

Continuando o fluxo anterior, quando a pessoa sem percepção (sem presença) inicia a reatividade emocional então ela pode ter vários comportamentos conforme este mapa.



Padrão do Fluxo Emocional

Padrão do fluxo emocional - conforme estudos dos trabalhos de Eckhart Tolle. Assista o vídeo com explicações

Porque temos tantas expectativas?

Todos nós temos expectativas e na maior parte do tempo acreditamos ser bastante razoáveis. Descobri que esse é um padrão de comportamento muito difícil de trazer à consciência. Prendemo-nos às nossas expectativas como mulas teimosas porque do outro lado está a solidão. É um despertar doloroso abandonar as expectativas. Significa despertar em um mundo que não é como a nossa criança emocional gostaria que fosse. Sempre encobri minhas expectativas com a negação. Mas, quando comecei a enxergá-las, foi um susto ver que minha vida era toda pontilhada de expectativas. Tenho expectativas de como ser tratado pelas pessoas, de quanto e de que maneira elas me amam, de que a minha criatividade seja apreciada e até da disponibilidade das pessoas de me dar o que quero e prever meus sentimentos e humores. Tenho grandes expectativas de ser entendido e até mesmo expectativas sobre o tempo. Quando elas não são correspondidas, reajo. Às vezes xingo, outras fico zangado, outras ainda finjo que não me importo. Em geral, fico irritado. Às vezes, só sei que tenho uma expectativa quando ela não é correspondida. É quando fico irritado sem saber por quê. A razão é sempre a mesma. Algo não está acontecendo conforme eu quero.


Nunca me ocorreu que tudo isso fosse apenas a minha criança emocional. Mas, quando pude entender essa parte soterrada de mim mesmo e o grau de consciência que a envolvia, tudo ficou mais claro. É natural que a nossa criança interior tenha expectativas. É um profundo mecanismo de sobrevivência. Nossas expectativas são guiadas por dois medos. Sentimos medo de não ter o que precisamos e de ser infelizes. Isso cria uma sensação de pânico quase insuportável. No nosso estado mental infantil, precisamos buscar no mundo exterior aquilo que nos falta. Desse espaço, não conhece-mos nenhuma outra maneira de ter nossas necessidades essenciais satisfeitas. Infelizmente, nem sempre percebemos que nossas ações são conduzidas por essa criança em pânico. É um comportamento que cria problemas na nossa vida porque as expectativas sempre resultam em frustração e decepção. Jamais ninguém vai mudar para corresponder às nossas expectativas - mesmo que tentemos. Isso só cria ressentimentos e afasta as pessoas de nós. A vida construída em torno de expectativas resulta em decepção, rejeição e frustração infinitas, baixa auto-estima e até autodestruição.

Krishnananda





4 Máximas do Perdão

1. O perdão começa no nosso próprio coração. Só depois que nos perdoamos conseguimos perdoar as outras pessoas ou receber o seu perdão.

2. O perdão não é condicional, embora nossa prática do perdão muitas vezes seja.

3. O perdão é um processo contínuo. Ele vem em resposta a todo julgamento que fazemos contra nós mesmos ou contra as outras pessoas.

4. Qualquer gesto de perdão é suficiente. Qualquer coisa que possamos fazer hoje é o bastante. Esse entendimento nos habilita a praticar o perdão com perdão

Paul Ferrini